terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bonecas Kokeshi

Sou fã das bonecas japonesas Kokeshi e venho colecionando desde 2000. Essas bonecas têm um chame especial apesar de sua simplicidade, e são hoje reconhecidas como símbolo do Japão, onde as meninas costumam receber uma quando nascem para que tenham boa fortuna. 

Elas começaram a ser criadas no norteste do Japão na região de Tohoku (1804-1829DC). Existem 2 estilos de Kokeshi. A Kokeshi Tradicional que é feita de madeira pintada (Dogwood, Castanheira, Cerejeira or Keyaki) e é deixada no tempo por até 5 anos para que possa ser usada na criação da boneca. A Kokeshi Criativa que é completamente livre quanto à forma, feitio e cor, começou a ser produzida depois da Segunda Guerra em cidades próximas a Tóquio. Não existem porém restrições quanto ao feitio, cor ou inspiração da Kokeshi Criativa. Kokeshi são únicas porque feitas à mão tanto na forma, pintura ou criatividade, nunca existirá uma igual a outra em expressão ou estilo e isso é mágico. 


Essa kokeshi é a mais recente que comprei no bairro da Liberdade em São Paulo. Ela tem seu kimono esculpido na madeira com tecido tradicional japonês. Kokeshi são reconhecidas como símbolos de amor e amizade com que podemos presentear parentes e amigos. E todos adoram receber uma, além de trazer muita sorte, saúde e felicidade.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Genética dos Labradores

Muito do sucesso do Labrador deve-se ao seu temperamento. Consagrado como o cão de família por excelência, ele se destaca pela disposição para acompanhar o dono em qualquer tipo de atividade, pela imensa sociabilidade com pessoas desconhecidas e outros animais, pela natural predisposição à obediência, pelo espírito pouco destrutivo, pouco latidor e pela tranquilidade e calma.

Cães & Cia, na reportagem sobre a raça publicada em maio de 1997, já alertava sobre o aparecimento de exemplares com temperamento atípico. "De lá para cá, as coisas parecem ter piorado ainda mais", comenta a criadora Romy Fields.

Se você quiser ter como seu companheiro um "Marley", ou seja, um cão da raça Labrador, tem que ter hoje em dia, muito cuidado na escolha, pois há muitos canis e pet shops que não são sérios, visam só o lucro e vendem qualquer cão, às vezes com problemas genéticos causados pelo cruzamento indiscriminado. Isso é seríssimo, pois sendo a cor preta a dominante e original do Labrador, as cores amarelo e chocolate são resultado de genes recessivos, que foram aparecendo aos poucos desde a origem do Labrador e que podem causar problemas na aparência e na saúde do cão. A cor amarela foi a primeira a aparecer nos final do século 19 e a chocolate só surgiu nos meados do século 20.  Por isso, muita paciência e calma, procure bem e só compre quando estiver certeza do que está fazendo, pois do contrário, ao invés de um "Marley" você poderá adquirir um cão neurótico, de temperamento atípico, agitado, destruidor, despigmentado, com sérios problemas de saúde, um baita problema que você terá que conviver durante aproximadamente 10 anos.

Exatamente para evitar filhotes despigmentados, com problemas de saúde e temperamento, os criadores devem estudar a aparência, consangüinidade (itens verificados antes de todos os acasalamentos nos canis sérios) e a genética de cores dos pais.

1- Como é a genética dos Labradores para a característica cor de pelagem?

Existem dois pares de genes mais conhecidos que controlam a cor da pelagem do  Labrador. O gene "B" é dominante e responsável pela cor de pelagem preta que é a dominante, o gene "b" é recessivo e responsável pela cor de pelagem chocolate. O gene "e" é o responsável  pela cor de pelagem amarela, e para isso deve aparecer sempre homozigoto (ee), o que  inibirá a expressão do outro par de gene. Então os genótipos possíveis para a pelagem preta são os seguintes BBEE, BBEe, BbEE, BbEe, os genótipos possíveis para a pelagem chocolate são bbEE, bbEe, e os genótipos para a pelgem amarela são BBee, Bbee,bbee. Então se o acasalamento for feito com dois animais duplo heterozigotos (BbEe) você poderá ter na ninhada, filhotes das três cores de pelagem.

Pai preto (BbEe) X Mãe preta (BbEe)
pai    X   mãe      BE      Be        bE     be
BE                          BBEE   BBEe    BbEE   BbEe
Be                          BBEe    BBee  BbEe  Bbee 
bE                          BbEE    BbEe    bbEE     bbEe
be                           BbEe     Bbee    bbEe      bbee          

 
Terão 56% de chance de nascerem filhotes pretos, 19% de chance de nascerem filhotes  amarelos, 19% de chance de nascerem filhotes chocolates, e 6% de chance de nascerem filhotes Dudley.

2- O que é o DUDLEY?

O Dudley é o Labrador amarelo com as mucosas, trufa e focinho chocolate, ele é duplo homozigoto recessivo (bbee), e por esse motivo que se deve evitar o acasalamento entre animais amarelos e chocolates. Tal cruzamento aumenta a possibilade dos filhotes nascerem com o problema. O Dudley é um problema de pigmentação da pele do animal, e  não pode ser confundido com os Labradores de regiões muito frias, que na época do inverno podem ter uma despigmentação da trufa causada pelo frio. Exemplo de acasalamento entre animais chocolates e amarelos e sua influência no aparecimento do Dudley:

Pai chocolate (bbEe) X Mãe amarela (Bbee)
pai    X   mãe     Be         Be        be         be        
bE   BbEe  BbEe  bbEe  bbEe
be  Bbee  Bbee  bbee  bbee
bE  BbEe  BbEe  bbEe  bbEe
be  Bbee  Bbee  bbee  bbee   

Terão 25% de chance de nascerem fihotes pretos, 25% de chance de nascerem filhotes chocolates, 25% de chance de nascerem filhotes amarelos e 25% de chance de nascerem filhotes Dudley. A chance de nascerem filhotes Dudley, passou de 6% do acasalamento entre animais duplo heterozigotos (1ª tabela), para 25% neste exemplo. Deve-se evitar todo o acasalamento que possa gerar um filhote que tenha genes chocolates e amarelos ao mesmo tempo.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Marley e Eu

Baseado no best-seller de John Grogan, o filme “Marley e Eu” conta a história 
de um cachorro hiper-ativo que muda a vida de uma família que resolve adotá-lo como mascote. Jennifer Aniston e Owen Wilson interpretam John e Jenny, um casal apaixonado que decide criar um cachorro para testar o espírito materno da moça. Eles acabam escolhendo Marley, um lindo filhote de labrador, mas não imaginam que o cachorro não puxou em nada a sua dócil mãe. 

Marley rapidamente cresce e se torna um gigantesco e atrapalhado cachorro de 44kg que se mete em muitas confusões. Ele derruba portas por medo de trovões, quebra paredes de compensado, baba nas visitas e come praticamente tudo o que vê pela frente, o que inclui jóias e tecidos de sofá. De nada lhe valeram os tranqüilizantes receitados pelo veterinário, nem a "escola de boas maneiras", de onde, aliás, foi expulso. Porém, a família consegue ver além do seu lado atrapalhado e percebe que por trás de toda aquela agitação, existe um cachorro de coração puro e de lealdade incondicional. 

O filme estreou dia 25, em todo o Brasil, um lindo presente de Natal. Hoje, dia 28, já  chegou ao topo das bilheterias norte-americanas, de acordo com números preliminares divulgados neste domingo. O filme já arrecadou US$ 37 milhões em seu fim de semana de estréia natalina nos EUA e no Canadá, informou a Exhibitor Relations.


O jornalista John Grogan, autor do livro disse numa entrevista: "Acho que nós podemos aprender muito com nossos animais de estimação. Cachorros, especialmente, podem nos ajudar a entender o que significa ser um amigo verdadeiro e leal, dar tudo de nós para aqueles que amamos, e aproveitar ao máximo cada dia vivido." 

Assisti o filme e no final, uma cena impressionante, um aplauso geral, numa sala cheia de adultos, totalmente tocados pela história de Marley e sua família. Imperdível!  Quem gosta de cachorro vai se emocionar e quem não gosta, vai aprender a gostar!

Uma frase especial do trailer me chamou a atenção e foi por causa dela que decidi ver o filme: "Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre. Dê seu coração a ele e ele lhe dará o seu".

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Crianças Indigo

A criança tem “excesso de energia”? “Não aceita a autoridade”? “Tem dificuldade em se concentrar”?”Tem mudanças repentinas de humor”? 

Um psicólogo ou psiquiatra tradicional pensaria na “possibilidade de ter uma perturbação de hiperatividade”. Mas na verdade não é isso que diz uma nova corrente da “nova era” criada pelos americanos Lee Carrol e Jan Tobler. Essas crianças são crianças índigo e têm até auras azuladas (da cor índigo). Vieram para nos salvar e promover a nossa evolução. Não precisam ser educadas, apenas amadas, respeitadas e tratadas com reverência pelos pais. 


O termo “Criança Índigo” foi criado por Nancy Ann Tappe, uma psíquica vidente que classificou as pessoas segundo a cor de sua aura, num livro de 1982. Segundo Nancy, essas crianças do próximo milênio são almas sensíveis com uma consciência evoluída que vieram para o nosso planeta para nos ajudar, mudando as vibrações das nossas vidas e criando uma nova Terra e uma nova espécie. Elas são a nossa ponte para o nosso futuro”.

Os defensores da existência destas crianças dizem que muitas crianças diagnosticas com a desordem de déficit de atenção são afinal índigo e que representam uma nova evolução da espécie humana e que, portanto, não precisam de nenhuma medicação ou tratamento.
As crianças índigo são reconhecidas pela sua aura azul indigo e por algumas características como:
1º) Elas vêm ao mundo com um sentimento de realeza e freqüentemente agem desta forma; 
2º) Elas têm um sentimento de "desejar estar aqui" e ficam surpresas quando os outros não compartilham isso; 
3º) Elas têm dificuldades com autoridade absoluta sem explicações e escolha; 
4º) Elas simplesmente não farão certas coisas; por exemplo, esperarem quietas é difícil para elas; 
5º) Elas se tornam frustradas com sistemas ritualmente orientados e que não necessitam de pensamento criativo; 
6º) Elas freqüentemente encontram uma melhor maneira de fazer as coisas, tanto em casa como na escola, o que as fazem parecer como questionadores de sistema (inconformistas com qualquer sistema); 
7º) Elas parecem anti-sociais a menos que estejam com outras do mesmo tipo. Se não existem outras crianças com o nível de consciência semelhante em volta, elas freqüentemente se tornam introvertidas, sentindo-se como se ninguém as entendesse. A escola é freqüentemente difícil para elas do ponto de vista social; 
8º) Elas não responderão à pressão por culpa do tipo: "Espere até seu pai chegar e descobrir o que você fez"; 
9º) Elas não são tímidas em fazer você perceber o que elas precisam.

Mas, muitas dessas características são perfeitamente normais e encontradas em qualquer criança, mesmo as não consideradas índigo: 
1º) Muitas crianças acham-se reis, rainhas ou princesas e comportam-se como tal (porque os pais alimentam e permitem esse comportamento); 
2º) As crianças, até por fatores normais de desenvolvimento, julgam que o mundo gira à volta delas (todos fomos crianças e já experimentamos isso); 
3º) Qualquer criança ou adulto tem dificuldades em aceitar ordens absolutas sem explicação;
4º) Para qualquer criança, esperar alguma coisa em qualquer lugar é algo complicado (também passamos por isso);
5º) Quando qualquer criança se encontra num ambiente novo, desconhecido, e sem ninguém que ela conheça, inclusive seus habituais amigos, é comum que se comporte de uma forma mais retraída e tímida, como o convívio na escola, por exemplo, que pelo menos no inicio, não é fácil para todos e existem ainda outros fatores que podem originar este comportamento; 
6º) A pressão por culpa, dependendo da idade, convém até que exista, porque é um sentimento normal que impõe limites à educação da criança. Uma criança que não respeita limites, no caso não reconhece a autoridade de ninguém;
7º) Qualquer criança sabe se expressar quando quer alguma coisa, mas depende dos pais dar o limite da forma como se expressam.
Resumindo, as características de uma criança índigo são muito amplas e vagas, como se fosse um horóscopo, em que cada um consegue se encaixar.

Na verdade, muitas das habilidades superiores atribuídas às crianças índigo resultam de uma melhor alimentação, o que permite um desenvolvimento orgânico mais completo, além disso as crianças do mundo moderno estão sujeitas a uma grande, variada e precoce exposição a diversos estímulos intelectuais tais como computador, televisão, rádio, revistas, etc. É fácil então concluir que toda essa onda das crianças índigo criada por essa Seita da Nova Era carece completamente de investigação científica e deve ser tomada como infundada ou pseudo-científica. Muitas dessas crianças classificadas pela sua descrição como índigos, na verdade se enquadram dentro de uma condição de Desordem Hiperativa do Déficit de Atenção (attention deficit hyperactivity disorder - ADHD) ou de Desordem do Déficit de Atenção (attention deficit disorder - ADD) , bastante estudadas pela medicina, inclusive com vários estudos publicados em revistas especializadas.

Mas, como nunca é fácil para um pai saber que o seu filho tem problemas de comportamento, é muito mais fácil acreditar que a criança é “especial” e que tem um “tarefa” a desempenhar no mundo. Muitos podem se iludir com o orgulho de ter um filho de aura azul, predestinado a mudar o mundo, um mutante genético. O problema é que agindo dessa forma, os pais podem estar prejudicando essa criança e negando ou retardando a necessidade de apoio especializado e científico, baseando-se somente numa crença sem qualquer tipo de validade. Quando os pais não aceitam que seu filho é problemático, estão prejudicando-o mais ainda. O amor é indispensável na educação familiar, mas também são essenciais a disciplina, o respeito, o estabelecimento de limites. A sociedade, quer queiramos ou não, tem regras e hierarquias. É muito mais cômodo acreditar que um filho é uma criança índigo e não uma criança com um problema de hiperatividade. A questão está na responsabilidade que os pais assumem quando decidem acreditar numa coisa ou outra. Ou nessa nova onda que pode criar monstrinhos que se julguem acima do bem e do mal, sem a mínima noção de como conviver com o próximo... ou nos médicos, na medicina e na ciência.